Especial Gripe A: Aprender a prevenir
Publicado por admin na categoria Gripe A (H1N1) em 22-07-2009
MÁSCARAS, SIM OU NÃO?
Passar a usar máscara em locais públicos não parece ser uma solução consensual. A evidência de que essa barreira funcione eficazmente como protectora para quem não está infectado com o vírus H1N1 é escassa. «Trata-se de um obstáculo físico e, por isso, terá o seu efeito; mas nunca deve substituir os comportamentos cautelosos», avisa o clínico Constantino Sakellarides. A máscara funciona, sim, para quem está doente, de forma a não transmitir a infecção a outras pessoas. Além disso, o médico nota que o uso de máscara é mal visto nas sociedades ocidentais e pode gerar medo desnecessário.
A Organização Mundial de Saúde lembra ainda que, em indivíduos saudáveis, o uso pode ser até contraproducente: o vírus gosta de ambientes húmidos e a máscara cria esse clima mais apetecível junto ao nariz e à boca. É por isso, aliás, que «deixam de poder ser utilizadas assim que ficam húmidas», avisa Pedro Ribeiro da Silva, da Direcção-Geral de Saúde.
PEQUENOS GRANDES GESTOS
Ainda sem vacina disponível, a melhor prevenção passa por fortalecer o organismo e evitar o contacto com o vírus
A importância de lavar as mãos
Seja pelo permanente contacto com superfícies seja através dos cumprimentos sociais. as mãos representam uma das principais vias de transmissão do vírus da gripe A. Devem lavar-se várias vezes ao dia, durante pelo menos 20 segundos.

TRUQUES PARA FICAR MAIS FORTE
Conselhos para tornar o seu organismo resistente ao vírus
Perante qualquer virose, o melhor é ter o sistema imunitário em forma. Neste caso, a gripe A torna-se menos exuberante, mais passageira e sem complicações. Segundo a clínica geral Cristina Sales, 52 anos, «ninguém morre de uma doença vírica, o problema é ela abrir portas a patologias bacterianas». E a médica ensina alguns truques para aumentar o nosso exército de combate.
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«Respirar profundamente, ao ar livre, todos os dias e durante vários minutos.» Oxigenam-se os pulmões, especialmente o terço superior, eliminando o ar parado nessa zona, que favorece o aparecimento de infecções. Isto é ainda mais pertinente, depois de se estar em ambientes de ar confinado ou condicionado, como o de um avião.
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«Beber entre um litro e meio e dois de água, diariamente.» Indispensável para melhorar a capacidade funcional global, pois fluidifica as secreções.
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«Comer três a quatro peças de fruta fresca, por dia, e saladas cruas variadas.» Com elas, o corpo enriquece-se de vitaminas e antioxidantes.
Além dos comportamentos referidos, há ajudas disponíveis no mercado. A Anas barbariae é um princípio activo farmacêutico homeopático indicado para a prevenção da gripe em geral, usado, com êxito, desde há décadas. Também se recomenda a toma de selénio e ainda a tão eficaz e importante equinácea para fortalecer o sistema imunitário.
Há, ainda, os extractos vegetais com efeito terapêutico, como a papaia fermentada, segundo um processo tradicional da Tailândia. O preparado estimula a capacidade imunológica global e é recomendado e receitado pelo prémio Nobel da Medicina de 2008, Luc Montaigner.
Quem corre maior risco de infecções secundárias pode juntar ao cardápio extractos dos cogumelos Shitake, Cordiceps e Coriolus versicolor, com excelentes capacidades imunoestimulantes. A médica Cristina Safes recomenda a toma destes suplementos, que «são de venda livre, não apresentam riscos, efeitos secundários ou interacções medicamentosas».
Receita
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Oscillococcinum ou Invergripe (Anas barbariae), toma de prevenção: uma vez por semana Já com gripe: quatro vezes por dia
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Selénio, 70 a 200 microgramas por dia (um comprimido)
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Vitamina C, um a dois gramas por dia
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lmuneAge (papaia fermentada), uma saqueta, de uma a três vezes por dia
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Equinácea, 1 capsula 3 vezes ao dia, depois das refeições
Tamiflu
De um momento para o outro, O Tamiflu, um antiviral indicado para algumas estirpes do Influenza, o vírus que provoca a gripe, entrou no léxico de grande parte da população mundial. No entanto, o medicamento não deve ser tomado sem indicação médica. E, apesar de estar a ser vendido mais ou menos livremente (até pela internet), não pode ser administrado a alguém que não se encontre doente nem tenha tido contacto directa com o vírus. Não há, nestes casos, quaisquer benefícios, enquanto os malefícios poderão ser enormes, uma vez que a toma desgovernada do remédio mata as estirpes sensíveis e favorece a multiplicação das resistentes. E, depois, na hora da transmissão, prevalecem as versões mais fortes. Neste momento, o Tamiflu só deve ser receitado para «tornar mais difícil a transmissão do vírus, até aparecer a vacina», avisa o médico Constantino Sakellarides. «Por norma, nem tomamos antivirais numa gripe sazonal, lembra Pedro Ribeiro da Silva, da Direcção-Geral de Saúde.
Publicado por Visão
Fontes: Pedro da Mata. alergologista do Instituto Clínico de Alergologia e criador do Infantasma (programa de controlo das doenças alérgicas nas escolas); Jean-louis Mege, infecciologista do Hospital La Timone, em Marselha. referência europeia na área da infecciologia; Gregory Hartl, responsável pela comunicação da gripe da Organização Mundial de Saúde: Vítor Faustino, coordenador do Gripe Net Pedro Ribeiro da Silva, médico da Direcção-Gera! de Saúde: Constantino Sakel1arides. directar da Escola Nacional de Saúde Pública: Cristina Sales. clínica geral



