Cuidados em Viagem - Conselhos e dicas

Publicado por admin na categoria Sem categoria em 05-05-2009

Viajar em segurança

É cada vez maior o número de pessoas que viaja para outros países, não só em trabalho mas sobretudo em lazer. É, por isso também, cada vez mais importante sensibilizar os viajantes para determinados cuidados que deverão ter antes de viajar e durante a viagem, de forma a minimizar situações de desconforto.

Para a maioria das viagens (de curta duração e de risco ligeiro) não existem grandes obstáculos, mas viagens de longa distância para zonas de grande risco devem ser planeadas com antecedência e grande detalhe, preferencialmente com a ajuda de um especialista na consulta do viajante.
Quando o viajante sofre de um mal ligeiro fora do seu país, nem sempre procura assistência médica. Seja pela barreira da língua, pelos custos ou pela qualidade questionável dos serviços de saúde. Por estas razões, sempre que viajar deve fazer-se acompanhar e uma Caixa de Primeiros Socorros.

O que deve levar na sua Caixa de Primeiros Socorros?

O que levar e a quantidade vai depender de variáveis como: o número de pessoas que irá viajar; se viajam crianças consigo; se algum dos viajantes é diabético, cardíaco ou possui uma outra doença crónica; a que distância irá ficar de uma farmácia, Centro de Saúde ou Hospital; e do tempo que a viagem irá demorar. Assim, deverá precaver-se com vários medicamentos, de maneira poder solucionar qualquer problema de saúde Que Ihe surga.

Situações que podem surgir em viagem:

viajar

Necessidade de purificar a água

O método mais eficaz de purificação da água é o da fervura. A água deve ferver durante 15 minutos (20 minutos se estiver a grandes altitudes), e arrefecer lentamente sem a adição de gelo. Pode melhorar o sabor da água acrescentando uma pitada de sal.

Efeitos do calor

O calor pode ocasionar vários problemas: irritações dérmicas (sobretudo em crianças e indivíduos obesos), exacerbação de algumas infecções fúngicas (como o “pé de atleta”), Cãibras, desmaios, desidratação, choque térmico, etc.

Como prevenção e em climas quentes, deve beber maiores quantidades de água (de modo a urinar cada 2 a 3 horas). Deve usar roupa leve, de cores suaves, mangas largas e chapéu de abas, mantendo-se fresco e evitando queimaduras solares. O banho diário e aplicação de pó de talco nas zonas mais sensíveis da pele ajudam a reduzir o aparecimento de algumas irritações.
Evitar expor-se ao sol entre as 11 h e as 16h.

Diarreia do Viajante

Afecta 20 a 50 % de todos os viajantes, sendo o risco maior na América latina, África, Ásia e Médio Oriente e na época das chuvas. A maioria das vezes resolve-se por si só ao fim de 3 a 4 dias, 10% persiste mais de 7 dias e 2% mais de 30 dias.
Sendo a contaminação dos alimentos e águas a maior causa do seu aparecimento, é fundamental que se evitem factores de risco durante a viagem. As regras básicas para a sua prevenção são:

  • Preferir bebidas engarrafadas ou ferver bem a água antes de a beber
  • Evitar cubos de gelo
  • Cozinhar todos os alimentos
  • Descascar os alimentos
  • Evitar comer alimentos que não se consigam limpar bem (ex.: morangos, framboesas, uvas, tomates, etc.)

O que fazer quando surgir a diarreia?

Apesar das medidas preventivas, se a diarreia surgir há que recorrer a medidas terapêuticas:

Em crianças menores de 2 anos e grávidas, a terapêutica deverá ser apenas de reposição de líquidos e electrólitos através de uma solução de re-hidratação oral, e sob vigilância médica

Nos adultos, o uso da loperamida deve ser limitado a 48h, e não deve ser utilizada em situações e febre e fezes com sangue.

Enjoo do movimento

O enjoo do movimento tem origem numa discordância entre a informação recebida pelo ouvido interno e pelos olhos. É mais frequente em crianças entre os 2 e os 12 anos.

Quando surge, normalmente o indivíduo fica primeiro pálido, inquieto, boceja e apresenta suores frios. Depois surge um mal-estar geral, tonturas e mal-estar a nível gástrico. Finalmente os sintomas podem ainda evoluir (rapidamente) para hipersalivação, náuseas e vómitos.

Os medicamentos não sujeitos a receita médica indicados para esta situação incluem os antihistamínicos. Devem ser tomados (dependendo do medicamento usado) meia hora a 2 horas antes da viagem e as doses repetidas de acordo com as indicações escritas, enquanto a viagem durar. Estes medicamentos podem provocar sonolência e esta é agravada pelo consumo de álcool, ou por sedativos e tranquilizantes.
Independentemente do meio de transporte utilizado, para minimizar o enjoo do movimento, prefira sentar-se onde haja menos movimento (no convés de um navio, nas asas de um avião, ou nos lugares da frente de um carro), com a cabeça o mais quieta possível e fixando o olhar em pontos distantes ou fechando os olhos. Deve evitar comer ou beber demasiado antes de viajar e evitar o fumo do tabaco ou cheiros enjoativos.

Viajar de avião viajar de aviao

Para evitar uma situação de desidratação pelo ar muito seco dos aviões deve beber bastante água e outros líquidos, mas evitar o chá, o café e bebidas alcoólicas.

Para evitar pernas e pés inchados quando viaja de avião e sobretudo quem tenha problemas venosos deve, durante o voo, caminhar de um lado para o outro ou, quando tal não seja possível, exercitar as pernas quando sentado.

Para evitar aquela sensação de “estalar” dos ouvidos, facilita abrir muito a boca, bocejar, engolir, movimentar os maxilares de um lado para o outro ou ainda, mastigar uma pastilha elástica ou chupar um rebuçado.

Voar está contra-indicado a grávidas a partir da 36ª semana de gestação (mesmo em voos de curta duração), a mulheres que tenham tido um parto há menos de 7 dias ou a recém-nascidos com menos de 48h.

Se toma medicamentos que requerem intervalos regulares ente as várias tomas (anti-epilépticos, insulina, contraceptivos orais) ao atravessar diferentes fusos horários, deve orientar-se pelo horário do seu país de origem, ajustando os intervalos de administração dos medicamentos quando chega ao destino.

Vacinação

Dependendo do destino da viagem pode existir um risco acrescido em contrair uma doença infecciosa. Uma vez que existem vacinas para a maioria das doenças de alguma forma relacionadas com viagens, é importante que antes de viajar se informe (junto dos Consulados e do seu médico de família) dos requisitos de entrada no país de destino da viagem.

Picadas de insectos

Ser picado por insectos além de pouco confortável pode ser também bastante doloroso, por isso proteja-se o mais possível (sobretudo se existe risco de malária no local de destino da sua viagem). Aplique, nas zonas expostas do corpo, repelente de insectos e se necessário repita a aplicação passadas 3 a 4 horas.

Para evitar que os mosquitos entrem no seu quarto poderá utilizar difusores ou sprays insecticidas e ainda proteger as janelas com redes ou mantê-las fechadas e colocar uma rede mosquiteira por cima e à volta da cama.

Sexo seguro

Infecções sexualmente transmissíveis como a hepatite B e a Sida, entre outras, são um risco em toda a parte do mundo, pelo que relações sexuais casuais podem constituir um perigo. Lembre-se, o uso do preservativo confere-lhe uma boa protecção mas não é 100% seguro.

“Jet Lag” jet lag

Perturbações no sono, no acordar e na actividade mental, alterações de apetite e da função intestinal, podem surgir como resultado de viagens longas na direcção Oeste ou Este e que atravessam vários fusos horários. Para minimizar os efeitos do “Jet lag” deve tentar adaptar-se ao horário do seu destino, assim que levantar voo.

Quando deve consultar o médico

  • Em situação de choque térmico (temperatura corporal superior a 37°, com ou sem suor, colapso físico e deterioração mental que pode ir de simples confusão a coma)
  • Se o indivíduo manifestar pulso rápido e fraco, olhos encovados, ausência de lágrimas e urina reduzida (sinais e sintomas de desidratação moderada)
  • Em caso de diarreia ensanguentada ou persistente, e/ou vómitos
  • Em caso de febre superior a 39°

Lista de viagem

  • Descongestionantes orais ou tópicos para alívio em situação de congestão nasal (também podem ser úteis durante a descida do avião)
  • Spray desinfectante oral e pastilhas para dores de gargantalista viagem
  • Medicamentos para a tosse
  • Medicamentos para constipações
  • Solução de re-hidratação oral para hidratação em caso de diarreia
  • Laxantes ligeiros no caso de obstipação
  • Antiácidos no caso de indigestão e/ou azia ocasionais
  • Repelente para insectos para prevenção de picadas contra mosquitos, moscas e pulgas.
  • Anti-histamínico para o alívio de alergias menores (alguns controlam também o enjoo do movimento)
  • Comprimidos para o enjoo em viagem
  • Antissépticos para desinfecção de feridas, pequenos cortes ou arranhões
  • Protectores Solares (cremes e batons labiais), sobretudo se o destino é um país tropical ou outro
  • com efeitos solares acentuados (incluindo a neve)
  • Loções e cremes de aplicação pós-solar
  • Creme para queimaduras leves
  • Material de cura (algodão, adesivo, gaze esterilizada, soro fisiológico, ligaduras, pensos rápidos)
  • Acessórios (Pinça, tesoura e termómetro)
  • Preservativos

Doentes crónicos (asmáticos, diabéticos, hipertensos ou cardíacos) e que tomam habitualmente medicação, devem sempre levar consigo uma lista com a medicação que estão a fazer e guardá-Ia junto ao passaporte (no caso de uma impossibilidade em comunicar, fica mais acessível para as autoridades). Devem igualmente levar medicamentos em quantidade suficiente para toda a duração da viagem e incluir doses extras para mais alguns dias. Deverão ainda, no caso de surgir uma emergência, possuir uma receita médica com os nomes genéricos dos medicamentos.

Armazenamento seguro

Os medicamentos devem ser mantidos na embalagem original, o que evita problemas na passagem pela alfândega e em caso de urgência facilita a identificação dos mesmos.

Deve transportar os medicamentos na bagagem de mão, garantindo a sua conservação e evitando que se percam no caso de atrasos ou extravio da bagagem.

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