Tudo o que precisa saber sobre contracepção de emergência
Publicado por admin na categoria Contracepção em 13-07-2009
Ciclo menstrual: período de tempo compreendido entre o 10 dia de uma menstruação e o lº dia da menstruação seguinte. Ocorre normalmente durante 28 dias. Durante todo o ciclo, o útero prepara-se e modifica-se para receber um óvulo eventualmente fecundado, e alimentá-lo para que se inicie uma gravidez.
Menstruação: mistura de sangue e células do útero, que todos os meses é expelida do corpo. O aparecimento de menstruação significa que não houve fecundação durante esse ciclo.
Ovulação: momento em que o óvulo maturo sai do ovário em direcção ao útero. A ovulação ocorre em média 12 a 16 dias antes do ciclo menstrual seguinte.
Período fértil: fase do ciclo menstrual em que há probabilidade de fecundação. É calculado de acordo com o tempo de vida de um óvulo (entre 6 a 24 horas a seguir à ovulação) e de um espermatozóide (cerca de 72 horas). Teoricamente seria um período de 4 dias, os dois antes da ovulação, o dia da ovulação e o dia seguinte à ovulação.
Fecundação: encontro do espermatozóide com o óvulo originando o ovo ou zigoto. Uma gravidez inicia-se com a implantação (nidação) do ovo (óvulo fecundado) no útero.
Os primeiros sinais de Gravidez: atraso da menstruação; dores na barriga simulando o aparecimento da menstruação; peito inchado, duro e/ou dorido; fadiga anormal e vontade de dormir; náuseas e vómitos; vontade de urinar mais frequente que o normal (o aparecimento de todos estes sinais não é obrigatório, podendo ocorrer apenas alguns deles).
Contracepção: todo o método cujo objectivo seja impedir a fecundação de um óvulo ou impedir a nidação do ovo ou zigoto.
As pílulas de contracepção de emergência (PCE) são uma opção importante para mulheres que tenham tido recentemente relações sexuais desprotegidas ou uma falha contraceptiva e que não pretendam engravidar. A contracepção Hormonal de Emergência, na maior parte das vezes, inibe e/ou atrasa a ovulação e previne a nidação do ovo. É apenas eficaz para um acto sexual, sendo necessário utilizar uma contracepção local até ao fim do ciclo. É ineficaz em caso de uma gravidez já iniciada.
Quando utilizar a contracepção hormonal de emergência
As PCEs são inapropriadas para uso regular como um método contraceptivo. A contracepção de emergência é um método ocasional. Evita cerca de 7 a 9 gravidezes em cada 10. O tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível após a relação sexual, visto que os dados sugerem que a eficácia diminui substancialmente com o tempo. Deve ser utilizada nas 72 horas após uma relação sexual não protegida ou em caso de falha de um método contraceptivo, como por exemplo:
• Rompimento ou esquecimento do preservativo;
• Esquecimento da pílula contraceptiva oral para além do prazo máximo admitido;
• Expulsão do DIU;
• Remoção antecipada ou deslocamento de um diafragma ou de um cone contraceptivo;
• Falha do método do coito interrompido;
• Relação sexual durante o período fértil quando se optou pelo método da abstinência periódica;
• Em caso de violação.
Como utilizar a contracepção hormonal de emergência
O tratamento consiste na administração de 2 comprimidos. Esta administração deverá ser tão rápida quanto possível e preferencialmente em dose única dentro dos 3 dias que sucedem à relação sexual.
Este método pode ser administrado em qualquer momento durante o ciclo menstrual, mas não deve ser utilizado mais do que uma vez no mesmo ciclo menstrual. Também não está indicado se já tiverem ocorrido relações sexuais não protegidas no mesmo ciclo menstrual.
Quais os efeitos secundários mais frequentes?
De um modo geral as PCE são bem toleradas.
Os efeitos secundários mais frequentes são náuseas, em 40 a 50% dos casos e vómito em 15 a 20%. Estes efeitos podem ser minimizados com o uso de antieméticos, cerca de uma hora antes da toma da PCE.
Se vomitar nas duas horas após a toma da PCE deve tomá-la novamente, porque pode ter perdido o efeito.
As cefaleias, dor mamária e vertigens, são de curta duração e têm remissão espontânea nas 24 horas após o uso da PCE.
Precauções de utilização das PCE
• Não estão recomendadas em mulheres com probabilidade de ocorrência de gravidez ectópica.
• A administração concomitante de alguns agentes anticonvulsionantes (como o fenobarbital, a fenitoína, a primidona e a carbamazepina) e de alguns antibióticos (como a rifabutina, a rifampicina e a griseofulvina), podem reduzir ou anular a eficácia deste método.
Que fazer depois de recorrer à contracepção hormonal de emergência?
• Deve utilizar uma contracepção local nas relações seguintes, até ao aparecimento da menstruação seguinte.
• Assegure-se que a menstruação é normal no que diz respeito à abundância e data de aparecimento.
• É recomendado a realização de uma exame ginecológico após a utilização deste método.
Quando deve consultar o médico
Se, após utilização de um método contraceptivo de emergência: ocorrer um atraso superior a 5 dias, apresentar dor abdominal ou a menstruação não lhe parecer de todo normal, consulte o seu médico, sobretudo se sente alguns dos sinais de gravidez. Após utilização de um método contraceptivo de emergência, deve consultar o seu médico para que inicie uma contracepção.

