Como ter um cabelo saudável

Publicado por admin na categoria Cabelo em 20-06-2009

É UM FACTOR ESSENCIAL NA IMAGEM E CONTRIBUI PARA A NOSSA AUTO-ESTIMA

A cor, o estilo, o volume e a forma do cabelo podem tornar -nos atraentes e confiantes. À semelhança da pele, este reflecte o estado de saúde, a higiene e o equilíbrio alimentar, Um cabelo saudável tem um aspecto sedoso e brilhante, é suave ao toque e tem um crescimento regular, É importante como isolante térmico porque protege a cabeça das radiações solares.

A estrutura do cabelo

Cada fio de cabelo está alojado num folículo pilo-sebáceo e é constituído pela raiz e pela haste capilar, A raiz é constituída por células vivas e encontra-se implantada na pele apresentando uma dilatação na base - o bolbo piloso É na raiz que ocorre o crescimento do cabelo. A haste, a parte livre do pêlo, é constituida por células mortas e queratina, uma proteína rica em enxofre que entra na composição das fibras capilares Cada haste é constituída por um núcleo semioco - a medula, uma camada circundante de fibras - o córtex e no exterior, várias camadas de células sobrepostas que protegem as fibras capilares - a cutícula. Da integridade da cutícula depende o aspecto do cabelo e a maior ou menor facilidade em pentear, O córtex é responsável pela elasticidade e pela ondulação do cabelo. A cor do cabelo depende da quantidade do pigmento melanina e da hereditariedade, Devido à diminuição progressiva da actividade dos melanócitos, as células que produzem melanina, assiste-se a um embranquecimento com o passar dos anos, Junto à raiz, uma pequena glândula sebácea segrega uma substância gorda, o sebo, que cobre e protege o cabelo, A actividade do folículo piloso está sujeita a controlo genético e hormonal.



O ciclo de crescimento

Uma cabeleira média é constituída por cerca de 100 000 a 150 000 cabelos que crescem 1 cm por mês e cerca de 10-15 cm por ano. O cabelo está em constante renovação e passa por períodos alternados de crescimento e repouso. O ciclo do crescimento inclui três fases e varia conforme a idade e raça:

- Crescimento ou anagénese: dura cerca de três anos no homem e seis anos na mulher e abrange 85% da cabeleira, As células na raiz multiplicam-se, e o cabelo cresce de forma regular e dá-se a produção do pigmento melanina. Com o envelhecimento os cabelos crescem menos.

- Transição ou catagénese o cabelo deixa de crescer e morre, é de curta duração - duas a três semanas e corresponde a cerca de 1% dos cabelos, Não é produzida melanina durante esta fase,

- Repouso ou telogénese: o fio de cabelo dura três ou quatro meses, depois solta-se da raiz e cai O ciclo recomeça e o que caiu é substituído, formando-se um novo no mesmo folículo

O ciclo normal está associado à perda temporária de cabelo e ao crescimento de novo cabelo a partir dos mesmos folículos, É um processo contínuo, cada folículo completa 10 a 20 ciclos de crescimento ou seja produz 10 a 20 cabelos durante o tempo de vida útil do indivíduo. As hormonas masculinas - androgénios - são essenciais no crescimento do cabelo e na espessura da haste capilar, As carências nutricionais e os estados febris afectam o seu crescimento.

Os problemas do cabelo

Muitos dos problemas com o cabelo parecem ser estéticos, mas podem ser também um sintoma de um distúrbio subjacente mais grave.

  • CABELO SECO

É baço, quebradiço, áspero ao toque e difícil de pentear. Manifesta uma produção deficiente de sebo o que pode ser consequência de tratamentos agressivos (permanentes, descolorações, uso de tintas ou champôs que desidratam o cabelo) ou de disfunções endócrinas, malnutrição ou idade avançada. Não tem humidade suficiente porque a cutícula é demasiado porosa e o córtex não consegue reter água.

  • CABELO ESTRAGADO

Apresenta-se sem brilho, é áspero e difícil de manejar. Tem falta de elasticidade e quebra-se facilmente. Tratamentos capilares (permanentes, coloração, descoloração), a escovagem, o calor do secador, a exposição ao sol e o desgaste inerente ao envelhecimento, podem estar na origem. Numa primeira fase, o cabelo enfraquece, a cutícula começa a quebrar e a cair.

  • CABELO OLEOSO

É pesado, sem volume, luzidios e aderentes ao couro cabeludo devido ao excesso de secreção de sebo. Este é indispensável para proteger o couro cabeludo das agressões externas, mas diversos factores podem desregular este mecanismo e causar uma hipersecreção de sebo. A seborreia é muito comum na adolescência devido ao aumento dos níveis hormonais, mas também pode ocorrer em qualquer idade na sequência de episódios de stress intenso, má alimentação, desequilíbrios hormonais ou infecções crónicas. A oleosidade é usualmente mais severa nos homens devido às hormonas androgénicas.

  • DERMITE SEBORREICA

É uma doença inflamatória caracterizada por a pele se encontrar vermelha, descamativa e pruriginosa e manifesta-se em partes do corpo onde existe maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou em presença de um fungo, o Pityrosporum ovale. O processo inflamatório originado pelo excesso de sebo acumulado leva à formação de crostas, feridas, caspa e queda de cabelo. A erupção pode surgir em períodos de tensão, alterações hormonais, mudanças bruscas de temperatura, mas a causa exacta é desconhecida. Deve evitar-se o emprego de substâncias que possam irritar a pele

  • CASPA

Os estados peliculares correspondem à formação de películas no couro cabeludo, distinguindo-se duas formas:

- Caspa seca - descamação excessiva do couro cabeludo sob a forma de escamas brancas, finas e não gordurosas que se desprendem e caem sobre os ombros.

- Caspa oleosa - as escamas são maiores e mais espessas são amareladas, gordurosas e aderem ao couro cabeludo. Acompanha-se de inflamação do couro cabeludo e de prurido, com uma certa exsudação. Os estados peliculares resultam de uma aceleração da renovação celular com descamação das células da pele do crânio. Está associado a um processo inflamatório devido a um distúrbio na produção de sebo pelas glândulas sebáceas que favorece a proliferação de fungos causadores de irritação e prurido. A caspa não tratada favorece o surgimento de infecções e a queda de cabelo Alguns dos factores que podem favorecer a caspa são o uso de cosméticos inadequados, uma diminuição das defesas cutâneas, o stress, a fadiga, a poluição e o tempo seco.

  • QUEDA DE CABELO

O cabelo tem um ciclo normal de crescimento que resulta do balanço entre a quantidade de cabelo que nasce e a quantidade que cai. Uma queda diária de 50 a 100 cabelos é normaL mas se exceder este número deve ser tratada. O cabelo deixa de crescer quando a quantidade que cai é superior à que nasce. Isto pode dever-se a desequilíbrios alimentares, dietas radicais, alterações hormonais como os distúrbios da tiróide, secreção sebácea excessiva, estados de stress, infecções recorrentes, cirurgias, a toma de determinados medicamentos, o pós-parto e o processo natural de envelhecimento. Há também causas externas provocadas por produtos químicos usados em permanentes, escovagem violenta ou pela alternância das estações. O nome científico para a queda de cabelo é alopecia, podendo ser de vários tipos como a alopecia areata em que se formam peladas, áreas arredondadas totalmente sem cabelos; a alopecia androgénica causada pelas hormonas masculinas, em que o cabelo começa a cair nas têmporas e atinge a parte superior do crânio, originando a calvície que é irreversível; a alopecia difusa que é mais frequente nas mulheres e apresenta-se como uma diminuição acentuada da densidade do cabelo na parte superior da cabeça; a alopecia seborreica com produção excessiva de sebo na sequência de desregulação hormonal; e a alopecia temporária após doença grave.

Higiene e tratamento

A lavagem do cabelo é efectuada com o auxílio de champôs com agentes tensioactivos que desêngorduram e limpam o cabelo. Um bom champô deve deixar os cabelos soltos. volumosos. brilhantes. macios. fáceis de pentear e sem electricidade estática. Não deve ter elevada concentração de detergentes. não deve modificar o pH ácido do couro cabeludo e não deve ser irritante para os olhos. A secagem do cabelo com secador deve ser feita a temperatura média a uma distância mínima de 15 cm.

  • TIPO DE CHAMPÔS

- Champôs de lavagem frequente possuem uma concentração fraca em tensioactivos e são pouco agressivos.

- Champôs colorantes - possuem substâncias que conferem coloração ao cabelo.

- Champôs hipo-alergénicos - Não incluem perfume na sua composição.

- Champôs Anti-Caspa - incluem substâncias com propriedades antisépticas, anti-fúngicas e bactericidas para combater os micróbios que causam irritação da epiderme mas devem ter uma base de lavagem que limpe o couro cabeludo sem o agredir

- Champôs para Cabelos Oleosos - devem regularizar a secreção sebácea e eliminar o excesso de sebo mas não em demasia pois se desengordurarmos demais a pele do couro cabeludo. ela reage com uma seborreia reactiva ou seja mais oleosa se torna.

- Champôs para Cabelos Secos - devem compensar as carências capilares, fixando sobre a haste as substâncias gordas e proporcionando hidratação Os cabelos secos beneficiam da aplicação de um creme amaciador ou de uma máscara nutritiva.

- Tratamento Anti-Queda - Na queda androgénica deve fazer -se correcção com champôs anti-seborreicos. Se houver uma queda sazonal devem ser usadas loções para atenuá-la e que contenham aminoácidos para regenerar o couro cabeludo. O tratamento. numa primeira fase. permite diminuir a queda e é por nascer mais cabelo do que aquele que cai que parece haver mais cabelo. só mais tarde é que se torna visível o seu crescimento.

Coloração e descoloração

Nem todas as pessoas estão satisfeitas com a cor natural do seu cabelo. Algumas pintam o cabelo para disfarçar os cabelos brancos, outras para acentuar a cor e dar brilho e ainda outras para mudar radicalmente de aspecto. Os colorantes capilares podem ser de origem vegetal ou química. Os de origem vegetal como a hena depositamse sobre a haste capilar tendo um efeito estabilizador sobre a estrutura do cabelo. penetram apenas na camada externa da fibra capilar e dão uma cobertura de cor sem alterar o cerne da fibra. Os colorantes vegetais não contêm amoníaco, o que torna insignificante a absorção do produto pelo couro cabeludo pelo que não apresentam risco para a saúde capilar. Os colorantes de origem química são mais agressivos pois penetram na queratina abrindo as cutículas dos fios de cabelo para remover o pigmento natural e substitui-lo por colorante químico. tornando os cabelos frágeis e desvitalizados após tratamentos repetidos

Os colorantes podem ser classificados de acordo com a permanência no cabelo:

- Temporários: retirados com uma única lavagem.

- Semi-permanentes: penetram na camada superficial do cabelo e reforçam a cor naturaL Suportam 5 a 10 lavagens. O Permanentes: são os mais duradouros, penetram e impregnam a queratina do cabelo possibilitando inúmeras tonalidades. O uso de agentes oxidantes como descolorantes permite transformar parte do pigmento melanina do cabelo numa substância incolor.

Fortificar o cabelo

O envelhecimento. as alterações hormonais. o stress e a poluição perturbam o ciclo de crescimento do cabelo, caindo mais cabelos do que aqueles que crescem. A origem dos problemas da queda de cabelo, caspa. cabelo grisalho, baço, espigado ou enfraquecido deve-se à falta de nutrientes essenciais que pode ser compensada pela toma de Suplementos Fortificantes como vitaminas, minerais e aminoácidos. Particularmente importantes para um cabelo saudável e brilhante. São as vitaminas do complexo B, bem como a Biotina - Vitamina H e a Vitamina B5 que está relacionada com as situações de cabelo seco e grisalho. O enxofre é um componente do colagénio que constitui o tecido conjuntivo da pele, unhas e cabelo. A toma do suplemento MSM (metilsulfonilmetano), um composto orgânico rico em enxofre, é uma fonte excelente para a síntese do colagénio e da proteína queratina que faz parte da constituição da haste capilar e confere força, elasticidade e resistência às fibras capilares. A L -cisteína é um aminoácido sulfurado indispensável na síntese da queratina. O zinco, o selénio e a sílica são minerais importantes constituintes do cabelo, pele e unhas, sendo necessários para que ocorra uma eficiente regeneração destes tecidos.